Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 17 Abril , 2011, 15:59

 

Basílio Horta - cabeça de lista por Leiria no...PS

Há notícias que nos chocam. Há outras que causam estupefacção pelos seus protagonistas. Esta, por exemplo, embora possa parecer, só causa estranheza a quem não se dá minimamente ao trabalho de acompanhar com alguma atenção a vida nacional, seja ela política ou económica. 
Existe na Bíblia uma passagem onde se relata a revolta de Jesus contra os vendilhões do templo. Outra onde é relatada a traição de Judas e outras há do mesmo teor. Cinjo-me a estas duas, por considerar que ambas reflectem de forma clara a falta de carácter de algumas pessoas. 
Não contesto, nem o posso fazer, a livre opinião de um qualquer cidadão. O que não consigo é compreender a falta de escrúpulos de algumas figuras públicas. O que ainda torna tais escolhas arrepiantes, é que resultam certamente de acordos e segundas intenções.  Bem sei que para alguns dos antigos fundadores do CDS, o facto de o partido ter passado por convulsões internas graves e por vezes desprestigiantes, foi motivo para o afastamento da luta política activa e entrar numa espécie de espera pelo momento apropriado para o regresso. Um pouco como as cobras, que fingen-se de mortas para dar o bote e matar as suas presas. até poderia entender sem compreender tal atitude. A vida passa depressa e os idealismos da juventude dão lugar, quase sempre, ao pragmatismo da vida quotidiana. O que ontem eram ideiais sólidos transformaram-se hoje, na mente de alguns, em meras e fugazes recordações. Os que com eles partilharam horas de alegria ou angústia, fazem hoje parte do álbum de fotos e isso quando estas existem.Diz a expressão popular - «só faz falta quem está» e isso é certo.
Fica no ar a pergunta: estará o Dr. Basílio Horta disposto a desculpar-se publicamente perante José Sócrates sobre todas as vezes em que criticou e condenou a actuação política dos governos por Ele liderado?
 

publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 12 Abril , 2011, 01:06

A entrevista de hoje à TVI de Pedro Passos Coelho, começa a demonstrar o que nos espera.

A possibilidade de reedição do Bloco Central, fica cada vez mais forte. A vontade não disfarçada, a sede pelo podere do PSD que, desde que sem José Sócrates, pode bem passar por um entendimento com o PS e deixar mais uma vez os doutos comentadores de queixo caído. Por isso, há que ter muita atenção nas palavras, nos actos, nas entrelinhas...

O que é preciso mudar, o que é urgente mudar, é essa mania de que não pode haver mudança. Porque ela existe, está à vista, está disponível para dar a este País, a esta nação com história o que tem de melhor: honestidade.

O voto é a "arma" da mudança!

O voto na confiança, na seriedade, na competência, no trabalho, na dedicação às causas. O voto na decisão, no empenho, na visão clara, na resolução dos problemas.

O voto que faz toda a diferença.

O voto no CDS !


publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 12 Abril , 2011, 00:10
Esta é a pergunta que fica do assentimento de Fernando Nobre ao convite de Passos Coelho.
Fernando Nobre, a quem todos reconhecemos enormes capacidades na sua actividade como médico e presidente da AMI, apresentou-se ao eleitorado como figura independente e crítica do modo como se desenvolve hoje a actividade política em Portugal. Confrontando e enfrentando diretamenete o descontentamento que grassa na opinião públca, esbarrou contra as máquinas partidárias que promovem o melhor que podem e sabem os seus líderes. Apresentou-se como alguém que nada tinha a ver com o processo político, criticando inclusivé os que então se perfilavam como pruncipais candidatos - Cavaco Silva e Manuel alegre -, acusando-os de fazer parte de um sistema sem futuro, ou carecido de revisão profunda. O mesmo sistema que permitiu a constituição e presentação da sua candidatura. Mas, como diz o povo, «enquanto a vida dura a tudo chega». Tudo muda. É  bem verdade!
O Dr. Frenando Nobre conseguiu granjear a simpatia de muitos portugueses, descontentes ou esperançados, e atingiu um score eleitoral que ninguém poderia prever ou mesmo aceitar como verosímel. Bem, ninguém... não diria.  Amealhou mais de 600 mli votos. Ofuscou um dos "super favoritos". Reduziu ao mínimo Manuel Alegre. Garantiu após eleições, que não enveredaria pela formação de nenhum partido ou movimento. Que não se envolveria nas lutas partidárias. Durante a campanha, não ostracisou os partidos. Partiu para o terreno com a convicção própria de quem já salvou tantas vidas. Mas a política é uma guerra dura, por vezes silenciosa, pior que muitas guerras com bombas e obuzes.
O convite do PSD, e ao que se diz primeiro do PS, deverá ter despertado em Fernando Nobre uma vontade enorme de poder ombrear com as principais figuras da nação portuguesa. Só terá esquecido que, mais uma vez como diz o povo, «não cospe no prato onde se come».
O cidadão Fernando Nobre tem todo o direito de apresentar-se como candidato (independente) ao próximo acto eleitoral. E mesmo se a vaidade que a possibilidade de ser o próximo Presidente da AR, (segunda figura do estado) lhe possa ter subido à cabeça, ficava-lhe bem uma declaração pública dirigida àqueles que o apoiaram e acreditaram que havia alguém diferente no espectro político português.
Não pensem os que agora o convidaram, que poderão arrebatar com a maior simplicidade e facilidade os tais 600 mil votos. É que, ao que me parece, estes votos são em grande parte do PS.

publicado por João Ricardo Lopes | Sábado, 09 Abril , 2011, 16:57

É voz corrente por este país que os valores morais e éticos estão perdidos. É voz corrente que a educação à moda antiga já não existe e que a que hoje "temos" anda pela rua da amargura. Concordo com as duas posições embora, como é óbvio não posa generalizar. Há por aí, ainda e felizmente, muito boa gente e gente muito educada.

Quis o destino desta nobre e antiga Nação, que o congresso do partido que deteve a governação (agora em gestão) ao longo dos últimos anos , ocorresse na sequência do pedido de ajuda financeira externa do país. Pedido esse que, com  origem em erros profundos na condução das políticas económicas e financeiras, teve o seu epílogo na má política socialista protagonizada pelos governos de José Sócrates. E se não quisermos centrar o problema só nas más políticas, podemos ficar pela falta de seriedade e ética.

José Sócrates é mestre nisso. É capaz de dizer que o que de manhã é branco, à noite é preto com a maior das facilidades.Um político que afirma e nega com a mesma facilidade com que bebe um copo d'água. Um político que é incapaz de admitir erros, apenas atirando para cima dos outros as suas culpas. Prova disso foram os discursos de ontem, em que Sócrates puxou dos galões e desfiou um ataque cerrado contra o PSD e Passos Coelho. Quando referiu a restante oposição, fê-lo com uma irreconhecível cautela. Como que a deixar aberta a porta a entendimentos futuros e pós eleitorais.
 
Mas o PS está já em plena pré-campanha. Está a usar, legitimamente, a sua reunião magna para falar aos militantes.Mas para transmitir também ao País e em principal à oposição (PSD) que vão à luta, que contem com eles, que ainda não ganharam nada. Utilizando para isso a vitimização. Utilizando todos os argumentos possíveis e imaginários sejam eles quais forem e tenham eles as repercussões que tiverem. E foi o que assistimos. Um rol de discursos afinados todos pelo mesmo diapasão. Orientados todos no mesmo sentido. O da defesa intransigente, mesmo que a custo, das políticas socialistas e de José Sócrates. Como se nada se tenha passado de mal na liderança do PS e na condução do Governo. É certo que há que dar uma imagem exterior de alguma paz. Mas o seguidismo pode transformar-se em doença.
 
Portugal vive um dos piores, se não o pior, momentos da sua história. Poder-se-a dizer que houve irresponsabilidade por parte da oposição no rejeitar o PEC IV. Poder-se-a dizer que o Presidente da República deveria ter tido um outro tipo de intervenção. Tudo isso é válido. Mas também o seria e de muita utilidade, que José Sócrates tivesse seguido os trâmites normais na condução do processo que culminou no que todos sabemos.
 
A hora em que escrevo estas modestas linhas, continuo a assistir ao desfilar de discursos seguidistas e com um único objectivo. Desresponsabilizar a  má atuação do governo. O esquecer o País e os seus cidadãos, em benefício do seus interesses particulares. Culpar a oposição e em principal o PSD de tudo quanto de mal tem acontecido.
 
É preciso ter atenção.
 
É necessário ouvir e refletir com sabedoria sobre tudo quanto nos será apresentado. daqui para a frente.
 
 

publicado por João Ricardo Lopes | Quinta-feira, 07 Abril , 2011, 21:23

Preocupação !

 

 

Esta é sem dúvida a principal ideia que existe e persiste na mente dos portugueses. Nunca como agora foi tão patente a dúvida sobre o que realmente se passa e o que virá a passar-se no futuro. Não sei responder a tais questãoes. Poucas pessoas, em sã consciência, o saberá fazer.

 

Ao longo dos últimos anos (quase 37), muitas foram as situações complicadas em que o nosso país se viu envolvido. Deposição de um regime político velho e bafiento. Criação e instauração de um sistema democrático que, tendo passado por dificuldades e ameaças, vigora hoje em plenitude.

 

Portugal vive hoje um momento especial e de sérias dificuldades económicas e financeiras cuja a dimensão é já inquantificável e inqualificável, e vive agora a braços com uma crise política e eleições antecipadas, marcadas já para o próximo dia 5 de Junho. Fala-se hoje, como se mais assuntos não existissem, no recurso a ajuda externa e na vinda (apoio) do FMI . Encara-se esta realidade com pensamentos diversos, pelo menos até agora. Uns acham por bem esse auxílio. Outros tentam evitá-lo a todo o custo. Dos que apoiam essa entrada, não sabemos se esse apoio é compreendido como último recruso e uma inevitabilidade, pese embora as medidas ainda mais duras a que estaremos sujeitos, ou mera conversa fiada de quem apenas visa a sua promoção pessoal e a obtenção dos chamados "quinze minutos de fama". Dos que tentam evitá-la, ou dizem tentar, está também por confirmar se esse trabalho é feito com empenho e sinceridade, ou se apanes almeja o desculpabilizar dos erros cometidos.

 

O recurso a ajuda externa que ontem, 6 de Abril, foi finalmemtesolicitado, pareceu-medesde sempre inevitável. Digo isso, porque a conjugação de acontecimentos recentes e a pressão dos mercados financeiros a que Portugal tem estado sujeito ( e continuará inevitávelmente a estar ) e o tratamento desastrado e desastroso dado nos últimos anos à política económico/financeira nacional, esteve longe de ser o mais correto. Como referi no início, desde a introduçao da democracia, muitos foram os momentos de desestabilização financeira. Recordarão os mais velhos o que se passou nos finais doa anos 70  e princípios dos anos 80, com as duas entradas do FMI em Portugal ( era PM Mário Soares ) e que nessas duas ocasiões, Portugal livrou-se da bancarrota.

 

Surge aqui a velha quetão sobre o que fazer e como fazer. A meu ver, só há um caminho: TRABALHO! Mutio trabalho!

 

Não é possível admitir que durante anos a fio, nomeadamente na última meia dúzia de anos, nos tenham sido pedidos sacrifícios inauditos e que aqueles que representam na primeira linha a vontade dos eleitores, sejam os principais obreiros do caos em que vivemos. É claro que não são todos, mas aqui é o conjunto, o todo que é escrutinado. Não será de todo possível reverter esta situação se os principais agentes políticos não compreenderem que em primeiro lugaro esta o o cidadão, o ser humano! O Trabalhador, o Pensionista,  o Cidadão Deficiente, as Crianças, os Estudantes. Também o Comércio, a Indústria, a Economia, a Agricultura, as Pescas, o Ensino, a Cultura, a Saúde. Terem atenção, muita atenção, às finanças públicas. À gestão do dinheiro que não é deles mas de todos.

 

O desafio é grande, gigantesco, mas ultrapassável. Com sacrifício, vontade, determinação, coragem.

 

São grandes, enormes, as ferramentas de trabalho à disposição. As únicas que não custam um cêntimo que seja e que não dependem da ajuda de ninguém. São a HONESTIDADE  e a VERDADE !

 

Quem não quiser ou souber utilizar tão poderosas "armas", estará condenado ao fracasso. Quem quiser manter a cabeça enterrada na areia (diria antes no lamaçal), refugiando-se em críticas mesquinhas e recusando a admissão de erros, estará condenado ao fraasso. Quem quiser alimentar polémicas desnecessárias, arrastando no tempo os problemas e não trabalhar na procura e partilha de soluções, estará condenado ao fracasso. Quem julgar que apenas pensar em si próprio é o mais importante, não estará condenado ao fracasso. Simplesmente já fracassou!

 

João Ricardo Santos Lopes

 

Abraveses/ Viseu - 7 de Abril de 2011 


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