Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 06 Setembro , 2009, 13:36
Este foi um debate que, em meu entender, clarificou um pouco mais as posições de MFL.
Com uma entrada em força, MFL procurou travar a habitual energia que F. Louçã emprega sempre nas suas intervenções.
Com falta de prática em debates, por culpa própria, foi dando acordo em alguns pontos e perdeu a oportunidade de defender o seu programa em áreas fundamentais, como desemprego e segurança social.
MFL, apostou na ideia de que a culpa de tudo o que de mal se passou até hoje em Portugal, tem a ver com as nacionalizações do pós 25 de Abril.
Falou clara e abertamente para o seu eleitorado e para o saudosismo que nele existe.
Francisco Louça, foi igual a si próprio. No domínio das políticas sociais, deixou MFL um pouco sem respostas e sem dizer abertamente o que fazer para recuperar o emprego e a produtividade. Dizer que as 300 mil pequenas e médias empresas são o motor da economia, não faz por si só, que os portugueses compreendam a razão pela qual têm sido tão mal apoiadas. Não se lembrou da criação, feita por ela, do pagamento especial por conta, que tanto prejudicou muitos pequenos empresários. É claro que, não são as 6 a 10 grandes empresas do País as grandes geradoras de emprego.Daí que, ao não dizer,o que fará para dar volta a situação. Para tentar diminuir no curto prazo os quase 600 mil desempregados e os muitos que nem direito têm a um subsídio de desemprego ficou, quanto a mim, muito por esclarecer.
Francisco Louçã, continuou a insistir na questão da privatização, mesmo que parcial, da segurança social.
MFL ressalvou que em tempo algum disse que queria privatizar a Segurança Social. Sabemos que, caso vença e possa agir, assim o fará. Não tenhamos ilusões!
Na parte da Saúde, não consegui perceber bem o que pretende o PSD no tocante aos valores a pagar pela população. Tenho que analisar melhor as propostas. Francisco Louçã defende um serviço de saúde gratuito a todos os títulos. Não sei até onde poderá ser assim, face às dificuldades económicas do País.
A parte que acabou por ser mais "picante" foi a questão dos casamentos homossexuais, uniões de facto e outras. Confirmou MFL, o seu lado conservador, em contraponto com a visão mais liberal de F. Louçã. Por mim, entendo que são direitos e liberdades de cada um e que devem ser respeitados a todo o custo, seja qual for a opinião pessoal que tenhamos sobre o tema mais fracturante da nossa sociedade.
Em resumo, acho que F. Louçã venceu. F. Louçã 3 - MFL 1. Louçã coloca-se na liderança da tabela com 4 pontos .
João Ricardo Lopes - Abraveses/Viseu

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