Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Sábado, 12 Setembro , 2009, 13:57
Chegamos ao último debate pré - eleitoral, desta feita entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite.

Dada a bipolarização existente, apoiada em grande escala pela comunicação, e asfixiante para os demais partidos, mesmo aqueles que têm assento parlamentar. Para estes, no entanto, a visibilidade dá-lhes oportunidade de rebater essa constante asfixia. Para os outros, não sobra espaço para defesa dos seus projectos.

No que ao debate diz respeito, sobressai (em meu entender) a proximidade das políticas entre PS e PSD. Se fizermos de contas que nada aconteceu no plano político/eleitoral, poderíamos dizer que passamos um tempo agradável nos últimos quatro anos. Não foi assim!

O debate que acabámos de assistir, revelou um José Sócrates preparado para continuar a defender os seus pontos de vista, a sua actuação ao longo dos últimos quatro anos. Debate que voltou a mostrar um PM contente consigo mesmo. Presunção e água benta...

Asfixia Democrática - Sócrates lançou-se contra M F Leite ao mencionar Alberto João Jardim como principal responsável pelo clima "anti-democrático " existente na Madeira.

Politica de verdade - José Sócrates trouxe à liça os candidatos com problemas com a justiça.

Na questão económica, M F Leite diz que quanto ao TGV isso só interessa aos Espanhóis, pela necessidade de virem a beneficiar dos apoios transfronteiriços. Que erro monumental! Na área económica a questão que se pões e quais são as grandes linhas para relançar a economia nacional. Apesar disso, foi nesta área que M. F. Leite conseguiu garantir um pouco mais de confiança no discurso político. Ficou por explicar a ideia sobre a introdução das portagens. Criticou MFL, o facto do Governo não ter dado ouvidos aos avisos que deu para ajudar na resolução da crise financeira e no apoio às pequenas e médias empresas. Ficamos a saber o mesmo.

Onde fica, ou melhor, onde estão as respostas ao problema grave do desemprego? Onde estão as respostas para os que nada ou pouco têm, para os empresários que nada mais podem fazer que não seja o fechar portas e gerar despedimentos? Que interesse teve ou tem, trazer para o terreno a recessão de 2003, que nada tem a ver com a que actualmente se passa?
Que resposta para uma eventual baixa de impostos? Ninguém disse ou assumiu nada.

Orgulha-se MFL com a criação do PEC, que mais não é que um empréstimo feito pelas empresas e particulares, com base na presunção daquilo que o contribuinte vai lucrar no final do exercício

SNS- Serviço Nacional de Saúde. Privatizar ou não? Quando se diz que sim, quer-se dizer que não.
Ensino Público ou privado? Não consegui perceber a qual a política a seguir por MFL.

Processo de avaliação dos professores. Como vai ser daqui para a frente.

Em suma. Se quanto ao PS não há dúvidas de continuidade nas políticas já implementadas, já de MFL não se consegue perceber o que realmente vai ser feito e apresentado aos Portugueses.
Na senda do que fiz anteriormente, sou forçado a dar um empate entre os dois candidatos. Não sei se este debate vai ou não originar ou definir o vencedor do dia 27. Resultado: 3 a 3 mais um ponto para Sócrates. Fica assim na frente da tabela . Ficará na frente das eleições?

Constato, no final dos 10 debates, que Paulo Portas acaba por ser o maior vencedor. Pela clareza com que apresentou as propostas e defendeu os seus pontos de vista.
É claro que isso não lhe vai dar o governo. Nem é isso que o preocupa. Antes a posição de charneira que poderá ocupar no parlamento e, talvez dividindo esse espaço com o BE.

Aguardam-nos tempos difíceis e debates muito interessantes.

antiego a 14 de Setembro de 2009 às 01:14
Paulo Portas até pode ter clareza, mas espalhou-se no debate com o Louça. Perdeu-o redondamente.

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