Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 08 Novembro , 2009, 01:36

Tenho assistido ao longo dos anos a vários casos de investigação sobre corrupção. Ou pelo menos sobre possíveis ?? casos de corrupção, que na maior parte não deram em nada.

Se BPN, BPP, Freeport, e agora o Face oculta, - para só falar nos mais recentes - são casos de investigação onde invariavelmente o Governo se vê envolvido de e por qualquer forma.

Nos três primeiros e, passado todo o «espalhafato», estão guardados nas respectivas gavetas a espera não se sabe de quê ou de quem. No caso mais recente, « Face Oculta» saliento mais uma vez a rapidez com que foi enviado para a CADEIA o Sr. Manuel Godinho (pela possibilidade de fuga) e a tranquilidade com que os Senhores Armando Vara, José Penedos e Paulo Penedos (entre outros), puderam ficar CÁ FORA a tratar das suas vidinhas e com todo o tempo do mundo para prepararem as suas defesas e, quiçá, "GUARDAR" provas do seu envolvimento ou não no referido caso.

Devo ser um dos muitos IGNORANTES que não percebe nada de justiça nem da falta dela.

Todos sabemos que se um cidadão comum prevaricar, ( uma simples dívida) logo os tribunais caem-lhe em cima com penhoras, arrestos, interdições e tantas outras figuras. Não dão tempo nem espaço para que o suposto ou o não prevaricador possa sequer encetar o caminho para regularizar as suas vidas. Darão algum tempinho, mas nada de significativo.

Para os grandes, os que tudo podem, não há nada. O poder do dinheiro - do nosso - fala alto de mais. Cala tudo à sua volta.

Cumpre-me ainda falar sobre a promiscuidade latente entre poder governativo e financeiro. São como unha e carne. De quando em vez, levam uma martelada; dói que se farta, mas logo tudo volta ao normal.

Poderemos nós ficar impávidos e serenos ao vermos empresas tuteladas pelo Estado envolvidas em tamanhos escândalos? Não deveria o Governo suspender de imediato os "GESTORES" por si nomeados, para gerir o que é de todos nós, independentemente de haver ou não acusação formalizada? E se tal sucedesse a um simples funcionário administrativo?

Mal vai esta Nação de faz de contas, onde nada se resolve nem ninguém é punido exemplarmente.

João Ricardo Lopes - Abraveses/Viseu


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