Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 13 Dezembro , 2009, 19:06

Hoje dei por mim a recordar tempos muito idos.

Abri o baú das recordações e pus-me a ouvir discos de vinil... o mais antigo que tenho, data de 1965. O primeiro ou segundo Long.Play de Roberto Carlos: « Quero que vá tudo para  o inferno».

Ao ouvir esta e outras músicas, fiz uma rápida, porque os tempos não dão para gastos, retrospectiva da minha vida e do que poderia ter feito dela.

Como para  todos nós, estes momentos de pura nostalgia trazem à memória os bons tempos passados em que preocupação era uma palavra quase sem significado. Recordei festas, passeios, namoros e muitas outras coisas... recordei Natais passados onde, embora com muito pouco, sentíamos ter  muito  até de sobra (pensando nos que nada tinham). Recordei o meu Pai que, no seu jeito simples, era o bastião da família e sempre pronto para a alegria. Foi com ele que aprendi a fazer algumas pausas  na vida. Do género por em pausa por momentos as atribulações e retoma-las mais tarde.

Recordei num flash, amigos que já nem sei se vivem e outros de quem perdi o rasto e tantas, tantas coisas.

Mas a canção, aquela a que me referi no início, esta ficou no ouvido e na memória.

É sem dúvida o sentimento mais correcto para se ter nestes tempos tão conturbados  em que vivemos. Nestes tempos em que a nossa auto-estima anda mais baixa que a terceira cave. Poderá não ser o sentimento geral, mas sem dúvida que é um principio.

Mas volto ao tema recordações e dado que estamos em época pré-natalícia, nada melhor do que recordar um pouco natais passados. Foi o que fiz, juntamente com a família e, confesso, foi um pouquinho doloroso. Mas a vida tem que seguir em frente e há que dar a volta as coisas.

Antigamente, o Natal era passado com família e amigos e os problemas ficavam à porta. Não vivíamos numa constante guerra consumista. Não éramos bombardeados  por uma imensidão de sugestões e pedidos de ajuda. Tinha-se e fazia-se o que se podia. Hoje, ainda não chegámos ao dia de Natal, e muitas vezes já estamos fartos dele. Só a verdadeira magia do dia conseguirá ainda fazer-nos vivê-lo com o sentimento e paz .

Antigamente, depois da ceia, juntavam-se famílias, vizinhos, amigos. Uns saiam para a missa do Galo, outros para as fogueiras de Natal. Hoje, acaba-se a refeição ( em muitos lados) e nada mais há que os sofás e as lareiras... e os programas televisivos de fraquíssima qualidade. Enfim, sinais dos tempos.

 


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