Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 31 Janeiro , 2010, 17:03

Mais do que saber até onde pode ir este "novo" governo, penso ser importante saber até onde querem realmente ir.
Se no pós eleições houve a tentativa ( frustrada... ou talvez não ) de entendimento com as oposições, ficamos agora com as posições tomadas por CDS e PSD (por esta ordem) com a firme sensação de que a frustração do Governo não era nem foi assim tanta, e o que realmente se verificou foi um pré acordo para o período - discussão do orçamento -.
Todos os partidos com assento parlamentar sabiam dos riscos de serem acusados de provocar o arrastar do período de implantação do novo Governo ou do risco da convocação de um no acto eleitoral, esgotadas que fossem todas as possibilidades legais para que tal não sucedesse e, ainda pior, o "ódio" que isso poderia criar nos eleitores independentemente das opções de cada um.
Não podemos deixar de fora a pressão exercida por Cavaco Silva junto da classe política. A engrenagem estava emperrada, e essa pressão mais não fez que aliviar os carretos, que é como quem diz, as vontades mais obstinadas. Não ponho sequer de parte a possibilidade de PCP ( CDU ) e BE terem ficado deliberadamente de fora neste momento. Marcavam posição, ficando à vontade para continuar com as já estafadas críticas às políticas de direita que em seu entender o Governo exerce e aos alegados favorecimentos a CDS e PSD. estariam deste modo livres para depois, ajudarem a ultrapassar as inevitáveis dificuldades nos debate na especialidade do orçamento. Enfim, o costume!
Pergunto-me vezes sem conta, se em algum momento os representantes eleitos pelo POVO pensam em quem os elegeu?
Pergunto-me vezes sem conta, se não estará José Sócrates a jogar com o tempo, que está todo a seu favor, para provocar uma nova crise política e novo acto eleitoral, sabendo que, em caso de nova vitória, não poderá ser destituído até a eleição do novo ( ou do mesmo) Presidente da Republica, jogando na hipótese de, desta feita, ter em Belém um presidente da sua área política?
Ficará fácil para o Primeiro Ministro, deitar as culpas pela não viabilização do orçamento para cima dos partidos da oposição que agora o viabilizam na generalidade.
São muitos os analistas políticos neste País. São muitos os que não conseguem manter coerência e ainda mais os que se vão adaptando conforme as marés. Mas não os podemos simplesmente censurar. Há que entender que nada do que se diz ao almoço pode ser repetido e mantido ao jantar. É que neste espaço de tempo, funciona os telemóveis e os mails... e tudo se altera.
Se para CDS E PSD - sempre por esta ordem - o momento pode ser de afirmação para o primeiro e de viragem para o segundo, já para PCP e BE será o que estes quiserem que seja desde deixem de lado a ( repito ) estafada obstinação pela crítica pela crítica.
Aos representantes do Povo, pede-se rigor e iniciativa. Pede-se que apresentem ideias e, quiçá, soluções, mesmo que estas possam significar estar mais algum tempo - ou talvez não - do lado de fora. fazem do parte da solução ou até, quem sabe, sendo a solução. Estou certo que no momento certo tal seria lembrado por quem os elegeu.
Aos representantes do Povo pede-se, já agora, que troquem as percentagens por números concretos. É que mais de 90% ( mais de 9 milhões ) não sabem fazer estes cálculos, mas sabem que 2+2 é igual a quatro que a palavra subtrair é a que mais se ajusta as suas vidas.
 

João Ricardo Lopes - Abraveses/Viseu


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