Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 00:18

O anúncio da candidatura de Paulo Rangel á presidência do PSD, só espantou quem não vê a política para além das notícias, não sabe ler nas entrelinhas.
Quando Paulo Rangel emergiu na vida política nacional ao lado de Manuela Ferreira Leite, confesso que fiquei expectante sobre a forma como este poderia dar o seu contributo na luta política nacional. sabendo-se na altura que, A presidente do PSD não tinha assento parlamentar, ficava entregue a Paulo Rangel, como líder parlamentar, a tarefa de combater José Sócrates. E se houve nos últimos tempos alguém com tenacidade suficiente para o fazer, ao ponto até de baralhar por vezes as ideias ao PM, foi sem dúvida Paulo Rangel que o conseguiu.
Esta minha apreciação, teve a sua tradução máxima na vitória por este obtida na eleições Europeias.
Reside aqui, para mim, um dos grandes erros de M F Leite na sua liderança partidária ao enviar Paulo Rangel para Estrasburgo. Se o seu objectivo primeiro foi o de deixar de fora quem lhe pudese fazer sombra durante a campanha eleitoral das legislativas, errou! Se a ideia foi a de ser ela a tomar as despesas e lutar de igual para igual com José Sócrates, errou! Se a ideia foi a de pensar que teria de estar no comando das operações para aquilatar das suas forças e capacidades no combate eleitoral, errou! Mas, se ao contrário de tudo isso, a ideia foi só a de proteger o seu delfim para uma posterior entrada em cena, então terá sido a coisa mais acertada que fez. Existe ainda a possibilidade de, o próprio ter querido sair de cena, afim de preparar o regresso.
Centrando-me agora no futuro imediato do PSD, creio que das candidaturas que agora se perfilam, afigura-se inegável que Pedro Passos Coelho sai com grande vantagem, uma vez que está no terreno há vários meses. Paulo Ragel e Pedro Aguiar Branco, terão o condão de dividir e não unir o partido em torno do seu objectivo primeiro: ser um verdadeiro partido líder da oposição. Em meu entender, a capacidade oratória de Paulo Rangel é, de longe, muito superior à de Aguiar Branco. A preparação, a apresentação à liça dos temas a debate, são como se viu, muito mais acutilantes. Paulo Rangel, teve sempre, e soube aproveita-lo, o domínio de todas as situações nos vários debates parlamentares que teve com Sócrates. Aguiar Branco não tem, nem de longe nem de perto a mesma postura. O modo como encarou os debates com Sócrates foram, em meu entender, muito pouco convincentes. Talvez condicionado pela presença da Líder a seu lado, coisa que Rangel não teve.
Poderia ainda apontar outras situações. Contudo penso que muito haveria para dizer e não cabe aqui e agora fazê-lo.
Perfila-se ainda uma eventual 4ª candidatura. Confesso que não conheço muito do eventual proponente, pelo que pretendo reunir mais informação.
Deixo no ar, na sequência do que referi, ser meu entendimento a possibilidade do surgimento de uma 5ª candidatura . Essa sim, de união total e geral do partido à volta da liderança. Será aqui que entrará Marcelo Rebelo de Sousa. Tem dito sempre que não, mas também Rangel o afirmou.
Sabemos todos que em política a verdade muda de mãos muito rapidamente.
Voltarei ao tema em breve. Para já, saúdo as candidaturas emergentes.
João Ricardo Lopes - Abraveses/Viseu

 

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