Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quinta-feira, 07 Abril , 2011, 21:23

Preocupação !

 

 

Esta é sem dúvida a principal ideia que existe e persiste na mente dos portugueses. Nunca como agora foi tão patente a dúvida sobre o que realmente se passa e o que virá a passar-se no futuro. Não sei responder a tais questãoes. Poucas pessoas, em sã consciência, o saberá fazer.

 

Ao longo dos últimos anos (quase 37), muitas foram as situações complicadas em que o nosso país se viu envolvido. Deposição de um regime político velho e bafiento. Criação e instauração de um sistema democrático que, tendo passado por dificuldades e ameaças, vigora hoje em plenitude.

 

Portugal vive hoje um momento especial e de sérias dificuldades económicas e financeiras cuja a dimensão é já inquantificável e inqualificável, e vive agora a braços com uma crise política e eleições antecipadas, marcadas já para o próximo dia 5 de Junho. Fala-se hoje, como se mais assuntos não existissem, no recurso a ajuda externa e na vinda (apoio) do FMI . Encara-se esta realidade com pensamentos diversos, pelo menos até agora. Uns acham por bem esse auxílio. Outros tentam evitá-lo a todo o custo. Dos que apoiam essa entrada, não sabemos se esse apoio é compreendido como último recruso e uma inevitabilidade, pese embora as medidas ainda mais duras a que estaremos sujeitos, ou mera conversa fiada de quem apenas visa a sua promoção pessoal e a obtenção dos chamados "quinze minutos de fama". Dos que tentam evitá-la, ou dizem tentar, está também por confirmar se esse trabalho é feito com empenho e sinceridade, ou se apanes almeja o desculpabilizar dos erros cometidos.

 

O recurso a ajuda externa que ontem, 6 de Abril, foi finalmemtesolicitado, pareceu-medesde sempre inevitável. Digo isso, porque a conjugação de acontecimentos recentes e a pressão dos mercados financeiros a que Portugal tem estado sujeito ( e continuará inevitávelmente a estar ) e o tratamento desastrado e desastroso dado nos últimos anos à política económico/financeira nacional, esteve longe de ser o mais correto. Como referi no início, desde a introduçao da democracia, muitos foram os momentos de desestabilização financeira. Recordarão os mais velhos o que se passou nos finais doa anos 70  e princípios dos anos 80, com as duas entradas do FMI em Portugal ( era PM Mário Soares ) e que nessas duas ocasiões, Portugal livrou-se da bancarrota.

 

Surge aqui a velha quetão sobre o que fazer e como fazer. A meu ver, só há um caminho: TRABALHO! Mutio trabalho!

 

Não é possível admitir que durante anos a fio, nomeadamente na última meia dúzia de anos, nos tenham sido pedidos sacrifícios inauditos e que aqueles que representam na primeira linha a vontade dos eleitores, sejam os principais obreiros do caos em que vivemos. É claro que não são todos, mas aqui é o conjunto, o todo que é escrutinado. Não será de todo possível reverter esta situação se os principais agentes políticos não compreenderem que em primeiro lugaro esta o o cidadão, o ser humano! O Trabalhador, o Pensionista,  o Cidadão Deficiente, as Crianças, os Estudantes. Também o Comércio, a Indústria, a Economia, a Agricultura, as Pescas, o Ensino, a Cultura, a Saúde. Terem atenção, muita atenção, às finanças públicas. À gestão do dinheiro que não é deles mas de todos.

 

O desafio é grande, gigantesco, mas ultrapassável. Com sacrifício, vontade, determinação, coragem.

 

São grandes, enormes, as ferramentas de trabalho à disposição. As únicas que não custam um cêntimo que seja e que não dependem da ajuda de ninguém. São a HONESTIDADE  e a VERDADE !

 

Quem não quiser ou souber utilizar tão poderosas "armas", estará condenado ao fracasso. Quem quiser manter a cabeça enterrada na areia (diria antes no lamaçal), refugiando-se em críticas mesquinhas e recusando a admissão de erros, estará condenado ao fraasso. Quem quiser alimentar polémicas desnecessárias, arrastando no tempo os problemas e não trabalhar na procura e partilha de soluções, estará condenado ao fracasso. Quem julgar que apenas pensar em si próprio é o mais importante, não estará condenado ao fracasso. Simplesmente já fracassou!

 

João Ricardo Santos Lopes

 

Abraveses/ Viseu - 7 de Abril de 2011 


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