Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 12 Abril , 2011, 00:10
Esta é a pergunta que fica do assentimento de Fernando Nobre ao convite de Passos Coelho.
Fernando Nobre, a quem todos reconhecemos enormes capacidades na sua actividade como médico e presidente da AMI, apresentou-se ao eleitorado como figura independente e crítica do modo como se desenvolve hoje a actividade política em Portugal. Confrontando e enfrentando diretamenete o descontentamento que grassa na opinião públca, esbarrou contra as máquinas partidárias que promovem o melhor que podem e sabem os seus líderes. Apresentou-se como alguém que nada tinha a ver com o processo político, criticando inclusivé os que então se perfilavam como pruncipais candidatos - Cavaco Silva e Manuel alegre -, acusando-os de fazer parte de um sistema sem futuro, ou carecido de revisão profunda. O mesmo sistema que permitiu a constituição e presentação da sua candidatura. Mas, como diz o povo, «enquanto a vida dura a tudo chega». Tudo muda. É  bem verdade!
O Dr. Frenando Nobre conseguiu granjear a simpatia de muitos portugueses, descontentes ou esperançados, e atingiu um score eleitoral que ninguém poderia prever ou mesmo aceitar como verosímel. Bem, ninguém... não diria.  Amealhou mais de 600 mli votos. Ofuscou um dos "super favoritos". Reduziu ao mínimo Manuel Alegre. Garantiu após eleições, que não enveredaria pela formação de nenhum partido ou movimento. Que não se envolveria nas lutas partidárias. Durante a campanha, não ostracisou os partidos. Partiu para o terreno com a convicção própria de quem já salvou tantas vidas. Mas a política é uma guerra dura, por vezes silenciosa, pior que muitas guerras com bombas e obuzes.
O convite do PSD, e ao que se diz primeiro do PS, deverá ter despertado em Fernando Nobre uma vontade enorme de poder ombrear com as principais figuras da nação portuguesa. Só terá esquecido que, mais uma vez como diz o povo, «não cospe no prato onde se come».
O cidadão Fernando Nobre tem todo o direito de apresentar-se como candidato (independente) ao próximo acto eleitoral. E mesmo se a vaidade que a possibilidade de ser o próximo Presidente da AR, (segunda figura do estado) lhe possa ter subido à cabeça, ficava-lhe bem uma declaração pública dirigida àqueles que o apoiaram e acreditaram que havia alguém diferente no espectro político português.
Não pensem os que agora o convidaram, que poderão arrebatar com a maior simplicidade e facilidade os tais 600 mil votos. É que, ao que me parece, estes votos são em grande parte do PS.

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