Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Sábado, 04 Junho , 2011, 18:35

De todas as coisas que podem suceder a partir da próxima segunda - feira, a que parece ganhar mais força é a da derrota socialista (leia-se José Sócrates) e a possibilidade do PSD ser chamado a formar o novo Governo de Portugal, tenha Este a participação efectiva ou não do CDS/PP.

Depois de meses de avanços e recuos, e com a força dada pela comunicação social e muitos analistas e comentadores para a formação de um novo bloco central, eis que o PSD descolou agora nas últimas sondagens. Sobre estas, tenho um opinião própria e já várias vezes expressa, fico sempre com o chamado "pé atrás". Não que tenha dúvidas sobre o empenho profissional de quem as elabora, mas pelos métodos utilizados.
Com uma campanha onde o esclarecimento dos eleitores (pese embora algumas e boas excepções) foi nulo ou quase, muito ficou por dizer sobre o que realmente interessava saber e limitou-se a guerras e questiúnculas pessoais.
Dos cenários que agora traço, e ao quais ninguém vai ligar importância, sublinho a ideia e a importância da necessidade da constituição de um executivo forte e empenhado, para assim poder fazer face aos grandes e graves desafios que nos esperam.
A confirmarem-se os resultados das "sondagens", o PSD estará perto de uma vitória confortável mas a necessitar do apoio Centrista para formar governo. Se este será ,ou não, físico ou apenas de incidência parlamentar fica a questão. dependerá, e muito, da força que os eleitores queiram atribuir ao CDS/PP no escrutínio de amanhã. Por mim,  preferia a segunda via, Ou seja, um apoio parlamentar. As anteriores experiências - AD - Governo com Durão Barroso - deixaram sempre para o CDS no final das alianças, o ónus do que de mal sucedeu. Por isso, seja qual for o resultado, será bom que Paulo Portas não avance para o Governo com ministros. se as coisas correrem bem, os louros irão sempre para o PSD mas, se assim não for, o mais "fraco" arcará sempre com as consequências. Mas esta é a minha opinião.
No caso, cada vez mais hipotético, de vitória socialista ( leia-se José Sócrates) vai ser muito difícil a formação de um governo onde esteja presente o actual líder socialista, a menos que se dê o dito por não dito mercê da intervenção Presidencial e que Este não permita e não avalize outra solução governativa, mesmo "passando por cima" do previsto na Constituição Portuguesa.
Existe ainda a remotíssima probabilidade de que, no somatório dos votos, o entendimento do presidente seja o de indicar a formação de um governo de bloco central. Sabemos que a soma será sempre superior a 60%. Num caso destes e com o extremismo inerente de tal situação, estaríamos perante um cenário apocalíptico. Um cenário que, como diz o povo, nem ai diabo lembraria. Mas, e há sempre a considerar o Mas, pode ser um cenário a ter em conta.
Confesso estar preocupado com o peso das abstenções neste acto eleitoral. Independentemente de quem venha a vencer ou de quem venha a ter posições mais ou menos consolidadas na tabela final.
Sei que a noite eleitoral nos trará as mais variadas considerações e análises. Sei que vencedores, vencidos e os que nunca perdem, estarão prontos para dar todas as justificações possíveis e imaginárias. serão os seus habituais e acérrimos defensores, quem irá "dar a cara" nos vários painéis quer da rádio quer da televisão.
Como nota de rodapé, deixo ainda e mais uma vez o apelo. VOTEM ! Exerçam o vosso direito e o vosso dever. VOTEM ! Segundo as vossas análise e convicções. Não se abstenham. Não deixem que outros decidam por vós. Os voto brancos, há muito que não são entendidos pelos partidos como "castigo".
VOTEM ! Portugal conta convosco.

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