Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 11 Outubro , 2011, 22:28

No passado dia 1 de Outubro, entraram em vigor as novas tarifas de Gás e Electricidade.

A situação que já de si não era muito favorável, tende a tornar-se ainda pior. Para muitos, o verdadeiro impacto chegará dentro de mais ou menos dois meses, já que é este o tempo que normalmente medeia o espaço entre facturas.
Mas as metas acordadas com a Troika para o cumprimento do deficit (5.9%) no final deste ano, torna-se cada vez mais inexequível. Transforma-se a passos largos numa miragem ... O Governo terá já decidido, se dúvidas houvesse, que o IVA praticado na restauração passa dos actuais 13% para 23%. Será, certamente um dos golpes mais duros na nossa já depauperada economia. O sector poderá entrar numa espiral descontrolada.O aumento do IVA, levará a um sem número de falências, desemprego, baixa de produção. E se não bastasse, essa é a deve ser a última barreira a transpor, para que as portas fiquem abertas de par em par par o aumento da taxa máxima para os 25%. Valor que, como muitos sabem, não pode ser ultrapassado por ser já o considerado limite no espaço Europeu.
Mas , como diz o povo, uma desgraça nunca vem só. Eis que hoje ficámos a saber que  a execução orçamental derrapou , mais uma vez, no terceiro trimestre. Fica agora claro, como referi anteriormente, a dificuldade que o Governo tem  no cumprimento das metas acordadas. Não serão de todo alcançadas, a não ser que sejam criadas novas medidas extraordinárias , que nada resolvem, apenas adiam... Com a implementação de novos impostos, sejam eles directos ou indirectos. Sobre o consumo ou sobre transacções comerciais, enfim... mais e maior austeridade.
E para os que pensam que esses sacrifícios serão suficientes, desenganem-se. Não serão e a incomensurável visão positiva do Ministro Victor Gaspar, não será mais do que um sonho de adolescente; de quem acredita que tudo se resolve com palavras vãs! 
A austeridade que nos oprime, controla e pressiona o crescimento da economia...de qualquer economia.
lembram-se, certamente, do tempo em que os nossos emigrantes eram presentados com taxas de juro de 32% nos seus depósitos. Lembram-se, certamente, de que nessa mesma altura, muitos familiares entregaram somas enormes aos seus familiares, no sentido de que esses valores pudessem render quatro ou mais vezes. Nessa altura o dinheiro estava como agora, parado. O desenvolvimento económico estagnado.
Mas, os "senhores" do dinheiro, os grandes "pensadores" das estratégias económico / financeiras, não pensam assim. Julgam que o acumular de depósitos nos bancos, que o restringir o acesso ao crédito, que o aumentar , ainda que pouco, os juros pagos pela banca nos depósitos, poderá conduzir a uma inversão da situação.
NADA MAIS ERRADO!
Criar novos hábitos de poupança, é bom. Redimensionar o acesso ao crédito e não continuar pelo caminho de tudo emprestar a quem não oferece garantias, é correcto. Mas bloquear, espremer, desencorajar, subtrair...nada disso trará bons augúrios.
Se, como disse já imensas vezes, a verdade tivesse sido dita. Se, como disse já imensas vezes, os portugueses tivesse tido conhecimento do que se passava, de tudo o que poderia e deveria ter sido feito atempadamente, seguramente que não estaríamos nesta situação horrível. E mesmo que, por força da conjuntura internacional, as coisas não estivessem fáceis, muito provavelmente viveríamos uma folga orçamental de enorme importância.
MAS NÃO!
Os sucessivos governo e governantes fecharam os olhos à  realidade. Assobiaram para o lado e preferiram confiar na protecção dos Deuses da finança. Olharam para o seu benefício em detrimento do bem comum.
Como sempre fazem, os anteriores e actual Governo, limitam-se ao papel de "alunos" aplicados e bem comportados. Tudo o resto fica para segundo, terceiro ou seja qual seja o plano, desde que seja distante!
Mas, apesar de tudo, de todas as contrariedades, acredito nestes País. Neste povo que sofre, que se desespera,.Mas que luta, que teima em não desistir.
É esse o Portugal que conquistou e dominou o mundo.
É esse o Portugal em que acredito! 

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