Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 11 Outubro , 2011, 22:30

- Pedro Passos Coelho, Primeiro Ministro de Portugal, repetiu em Varsóvia -Polónia (o que já tinha dito na entrevista televisiva) que não é de excluir a hipótese de que seja necessário mais um resgate financeiro se a queda da Grécia (que está mais que eminente) se verificar.

- Ângela Merkel, disse ONTEM (se não me engano) que Portugal recuperou credibilidade nos mercados internacionais e que a Itália, deveria ver o nosso trabalho e seguir o nosso exemplo.
- Cavaco Silva, Presidente da República, disse HOJE no seu discurso das celebrações do 101º aniversário da implantação da República, que «o tempo das ilusões já lá vai» « teremos os maiores sacrifícios de sempre» « se não houver recuperação económica, outra ajuda poderá ser necessária»  entre outras explicações, avisos e lamentos.
Quem segue os meus comentários, sabe que o espaço político em que me revejo toca em alguns pontos com o do atual Governo, pese embora não concordar, desde o início, com a composição do mesmo. Mas é preciso reconhecer que o peso e a falta de recursos deixado pelo anterior (des) Governo, são de molde a não facilitar em nada a tarefa governativa e ou criar bases para uma recuperação tão rápida quanto possível e desejável. Daí que, o admitir a possibilidade de um novo pedido de ajuda,(que não se deseja de todo) só vem demonstrar que os 78 mil milhões já acordados eram insuficientes. Talvez que mesmo os 105 mil milhões inicialmente falados não o fossem.
Da Senhora Ângela Merkel, já nada me espanta.
Foi essa mesma Senhora, que disse há não muito tempo, que Portugal e os Portugueses, eram pouco produtivos. Que tinham féria a mais. Numa palavra, que eram PREGUIÇOSOS!
Quem tem o cuidado de seguir, mesmo sem grande conhecimento,vida da economia internacional, sabe que o Estado Alemão é hoje um dos maiores investidores do espaço Europeu. Que tem interesses poderosíssimos em muitos países, nos quais os da chamada "periferia"  estão incluídos. Que ainda não deixaram cair a Grécia, porque isso poderia deitar por terra toda a estratégia económico/financeira da Alemanha e, pior ainda, poria a nu todas as suas fragilidades. Há dias, surgiu um artigo de um economista Alemão (não recordo o nome) em que se mencionava e eventual existência de um buraco de mais de 5 biliões de euros nas contas Germânicas. Será verdade? Estou em crer que sim. Se assim não fosse, todas as tentativas em "segurar" a economia Grega, não teriam razão de ser.
Mas veio a Senhora Chanceler dizer que Portugal deveria servir de exemplo para a Itália no que toca a aplicação de medidas estruturais e de organização financeira.E que Portugal recuperou já credibilidade nos mercados internacionais. Ao que sei, e julgo saber alguma coisa, A Irlanda está acrescer1% e vai crescer 1% no próximo ano, coisa que Portugal não conseguirá, e que paga hoje em dia juros muito mais baixos do que a Portugal. Por isso, apetece-me dizer que ter o ego cheio, não e´de todo igual a ter a carteira e os cofres cheios. 
A Senhora Merkel que se lembre de uma coisa importante: A Alemanha foi culpada da maior catástrofe humanitária do mundo - 2º guerra mundial - A Alemanha, já viu enormes dívidas suas perdoadas - parcial e totalmente. Vem agora sugerir,direi mesmo ordenar, que os bancos europeus reforcem os seus capitais. Estarei errado se lembrar que foram os bancos alemães que tanto dinheiro emprestaram à banca europeia, Portugal incluído?
Passo agora ao Presidente Cavaco Silva.
Tenho sido crítico da sua actuação ao longo dos tempos (mandatos) e anda não encontro muitos motivos ou atitudes que me façam mudar de ideias. Reconheço, contudo,  que foram muitos os avisos que fez sobre a situação do País, mas nunca o vi AGIR com intencionalidade e com sentido orientador e pedagógico. Mesmo quando o pedido e ajuda era mais que evidente, nunca vi o Senhor Presidente ter uma postura dura e exigente. Poder-me-ão dizer que não são essas as suas competências. Tudo bem! Mas como principal figura da Nação, alguma coisa teria descoberto sem que ferisse a Constituição que tanto proclama e que lhe permitisse agir de outra forma. A realização de eleições antecipadas, é disso exemplo.
Mas, apesar de tanta incongruência, faz bem em renovar apelos. Faz bem em pedir contenção. Faz bem em alertar para o difícil tempo que nos espera. Pelo menos isso...faz bem. O que não aceito, é que tenha concepções diferentes e tratamentos desiguais perante situações melindrosas. Que se ponha em bicos de pé contra os Açores na questão dos cortes salariais ou do estatuto autonómico, e assobie para o lado quanto aos desmandos do Governo Regional da Madeira. Que não tenha tido uma palavra enérgica, no dia de hoje, contra os fatos recentemente tornados públicos. se é certo que poderia ser interpretado com estando a imiscuir-se na campanha eleitoral madeirense, também o é pelo fato de que o seu silêncio seja entendido como tendo dado o beneplácito . Quase passado a mão na cabeça do desgovernado e impoluto Alberto João Jardim.

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