Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Sexta-feira, 14 Outubro , 2011, 21:47

Acordar deveria ser para qualquer cidadão um ato de alegria, de regozijo por alcançar um novo dia.

Acordar deveria ser para qualquer cidadão o ter direito a, no mínimo, por em prática planos traçados mesmo que apenas no dia anterior. O poder concluir tarefas inacabadas.
Acordar deveria ser para qualquer cidadão, o poder executar sem receios ou sobressaltos, o movimento para a frente do marcador da vida

Mas não é assim ! Nada pode ser tido como certo!

O momento difícil que atravessamos, e que tem a sua Génesis muito para além dos últimos dez anos, faz com que o acordar não seja mais do que um conjunto desesperante de dúvidas, incertezas, indagações, sobressaltos... Que o dia, mesmo de Sol aberto e Céu Azul e resplandecente, se transforme num dia Soturno, com o Céu carregado de nuvens pesadas e escuras. Tão escuras, que se duvida mesmo se não haverá um acordo entre Sol e Nuvens para a repartição do espaço.
Está cada vez mais complicado, direi mesmo impossível,que uma família dita "normal" consiga, hoje em dia, estabelecer com a mínima fiabilidade planos para executar os seu já magros orçamentos. Nisso, sem que sirva de escusa, aproximam-se do sector governativo. Aproximam-se, por que também estes ( para mal geral) não conseguem estabelecer e cumprir metas orçamentais.
Para uma família dita "normal", a gestão orçamental limita-se aquilo que sabem ser, dia após dia, mês após mês, a sua fonte de rendimentos. Sem engenharias financeiras, Sem possibilidade de recurso a receitas extra ordinárias. Sem ter ninguém a quem sobre carregar com impostos ou outros "malabarismos". Apenas lhes é permitido, exigido, que assumam os seus compromissos fiscais, patrimoniais, financeiros, da vida quotidiana.
Numa simples e directa palavra...PAGAR!

O Estado ( que se diz sermos todos nós),esse monstro voraz que tudo controla. Esse papão que assusta e amedronta sem o mínimo rebate de consciência. Essa figura descontrolada e incontrolável, que sabe ter no cidadão a fonte necessária e sem meios de fuga, para ressarcir os seus devaneios e incongruências.
Se por ventura, por um esgotar definitivo da capacidade de sofrimento, o cidadão a quem tem tanto é exigido se revolta, logo vêem as pressões e repressões, psicológicas e físicas. Logo lhes são imputadas todas as responsabilidades.

Bom seria que todos assumissem a quota parte da culpa.
Que em conjunto, encontrassem o caminho certo. Difícil, doloroso, mas capaz de criar perspectivas e expectativas para para um futuro digno e risonho para todos.
Que pudessem, em conjunto, propiciar a que o ACORDAR deixe de ser um TORMENTO  e se transforme definitivamente em PRAZER!

(Nota : Este texto foi escrito ontem de manhã. muito antes do anúncio das novas e drásticas medidas de austeridade para o ano de 2012 ) 

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