Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 16 Outubro , 2011, 21:20

Adesão à União Económica e Monetária; adesão à Moeda Única Europeia...

A ideia de uma Europa unida, a pensar a uma só voz...a utopia das utopias!

Como seria possível? Como ver Nações outrora dominadoras passarem pela existência mundial apenas como..."dominadas"? Como entender e pretender que se possa viver do mesmo modo entre países com tão díspares realidades ...
Não sou nem nunca fui contra essa ideia mas, sinceramente, não credito que isso venha a ser possível algum dia. Proximidades, pontos de vista comuns...mais nada.
Mas aquilo que era suposto ser bom, uma vida livre e descomprometida,  numa terra onde corresse  leite e mel, transformou-se num ápice num pesadelo, num tormento, numa amalgama de esquemas e "jogos palacianos". Mas o que mais subverteu o que era suposto ser bom, foi o constante ataque disferido ao bom senso, à antiga resignação. O cerco apertado e em cadeia promovido por bancos e outras instituições financeiras. Onde o impossível não existiria  e muitas vezes não existiu. Onde o mais difícil e preocupante era não ter uma simples caneta para...assinar! E tudo isso, com o beneplácito constante e desregrado dos governantes. Para quem o importante eram obras megalómanas e faraónicas. Para quem era importante dar e transmitir a sensação de bem estar mesmo que falso.Fosse como fosse. Valores forjados, rendimentos altamente inflacionados. A banca que emprestou sem garantias...tudo em nome da vida fácil, despreocupada, pseudo evoluída. Os problemas, esses, resolver-se-iam depois.
E o depois veio!
Implacável! Indomável! Sem piedade! Não olhou para nada nem ninguém.
O mundo das ilusões começou a cair como um castelo de cartas. Primeiro na América, depois na Europa, Ásia... Apanhou ricos, ditos ricos, mas também os iludidos, os insensatos, os sem culpa nenhuma. Tudo e todos foram arrastados na torrente da podre "lama" financeira.
A crise das dívidas soberanas, a crise da falta de sensatez, a crise de quem não falou verdade, de quem iludiu e mentiu. Essa crise, que a todos marca, a todos constrange, a todos oprime. Não são preciso detalhes,. Não são necessárias palavras...mais palavras! Tudo é de todos sobejamente conhecido. Todos, mesmo os mais comedidos, tomamos parte no festim. Todos num momento ou noutro, cometemos excessos. Ninguém está impune! Ninguém está isento de culpas.
Mas, ainda assim, há um grupo de maiores culpados. Aqueles que, agindo supostamente em nome do Povo, não fizeram mais do que enganar e iludir.
Os últimos anos de governação puseram Portugal no caos absoluto.  Agora, sem fuga (legal) possível, resta-nos mais uma vez pagar os desmandos alheios.
Portugal vive hoje uma espiral de total descontrole das finanças públicas. Desvios financeiros, seguramente de verbas astronómicas, que contribuem cada vez mais para o desnorte. Não se consegue, ou não se quer, culpabilizar responsáveis. Protegem-se os mais poderosos e condenam-se impiedosa e rapidamente os mais frágeis .
Há muito por fazer. Há muita coisa em jogo. O caminho é duro mas possível. Haja para tanto união e justiça na aplicação das medidas de austeridade mais uma vez gravosas e impiedosas.

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