Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quinta-feira, 27 Outubro , 2011, 23:24
Já muitos europeus dormiam o sono reparador, quando os líderes europeus chegaram a acordo quanto ao perdão por de 50% da dívida Grega aos bancos europeus.
Sabemos , pelo menos imaginamos, que a situação financeira da Grécia é de tal forma grave, que não seria comportável pagar a totalidade da mesma e, penso - é voz mais ou menos corrente - que nem mesmo os 50% restantes serão alguma vez pagos mesmo que, o cálculo dos juros mude e baixe por força da redução do montante. Ou seja: a Grécia, os Gregos, não vão pagar nada !
Espanta-me por isso, ver um leque enorme de altos responsáveis, no conjunto da união e individualmente em cada país, derem como certa esse desidrato e afirmarem (mesmo que não acreditem no que dizem) que esta cimeira foi bem sucedida.
Já o disse por mais de uma vez, mas não tenho pejo em repetir-me: «não sou economista» mas sei (ainda) fazer contas. Sei (ainda) interpretar palavras, frases, comentários ou outras formas de comunicação, para avaliar que o que hoje foi dito ao longo do dia, não teve mais do que o interesse único e "supremo" de acalmar os mercados financeiros. Esses autênticos devoradores da vida económica.
Quem pode, quer, sabe ,tem o mínimo interesse por estes assuntos (que devíamos ter sempre), assistiu a uma verdadeira revira-volta no espectro financeiro. Bolsas que subiram, ações  que valorizaram, e tudo o mais que estes meandros envolvem. Não vou entrar, porque não tenho para tal competências, em pormenores técnicos.
Eis -nos portanto, chegados ao ponto em que tudo o que durante meses foi protelado recebeu agora luz verde. Aumento dos dos fundos europeus de resgate, alterações no sistema de recapitalização dos bancos, PERDÃO  de parte da dívida... Eis-nos chegados ao ponto que deveria ter sido , e podia, evitado há muito tempo.
Não cabe aqui agora bater na tecla do erro que foi aceitar a Grécia na zona euro, sem antes aquilatar da veracidade das contas, dos números apresentados pelo executivo Grego. Cabe, isso sim,  ver e entender até onde vai esse acordo de princípio agora acordado. Saber como vão os bancos ( em cada país ) resolver os seus problemas de recapitalização. Irão mais uma vez recorrer a fundos de garantia dos estados, suportados por todos os contribuintes ? Terão modo (mesmo que curto) de bastarem-se a si próprios?
Não se iludam com as reacções "positivas" dos mercados e das agências de rating.
Não se iludam com pseudos elogios aos esforços da nossa economia perante a crise global.
Não se iludam com a aparente calma dos "senhores" da Europa ( Merkel e Sarkosy ). Jogam apenas e só com o tempo...
No meio de todo esse turbilhão, preocupa-me ainda mais o que teremos ainda de suportar, mesmo que não diretamente nos nossos bolsos.
Isto não acabou ainda...está longe de acabar!
É um pouco como o leopardo: « deixa a presa pensar que está a dormir e devora-a durante o seu sono! »

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