Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quarta-feira, 09 Novembro , 2011, 11:48

referendo 

(latim referendus, -a, -um, particípio passado de refero, referre, trazer ou levar de novo, remeter, dar, responder, relatar) 

s. m.
1. [Diplomacia]  Mensagem que um representante diplomático expede ao seu governo a pedir novas instruções.
2. [Política]  Direito que têm os cidadãos de se pronunciaremdirectamente sobre as grandes questões de interesse geral.
3. Votação em que se exerce esse direito. = PLEBISCITO

Sinónimo Geral: REFERÊNDUM


Escrevi ontem, achar ultrajante o referendo ora proposto pelo executivo Grego. Mantenho o que disse, embora queira deixar neste espaço uma justificação para tal afirmação.

Não considero de forma alguma um ultraje, que se dê a palavra ao POVO na ajuda, condução e decisão dos seus destinos.

O que não me parece leal por parte do executivo, pela voz do seu Primeiro Ministro, é que num momento em que todos os inimagináveis sacrifícios foram pedidos e impostos aos cidadãos gregos, venham agora, que tudo está quase definitivamente perdido, eximir-se de responsabilidades e deixar o ónus da última "estucada" nas mãos de uma população depauperada e espoliada daquilo que pode e deve ser considerado como o mais básico da existência humana. A segurança económica!

Ouço, ouvimos todos diariamente, os grandes pensadores da economia (nossa e dos outros) que tudo tem de ser reformulado. Que toda a estrutura económico/financeira tem de ser mudada. E se tendo a concordar com muitas dessa posições, porque nada pode continuar como até aqui, encontro por outro lado nessas mesmas afirmações uma falsidade atroz e deveras perigosa.

Veladamente, vai-se tornando voz corrente que, embora possa ser muito perigoso, não seria de todo descabido que o Euro, enquanto moeda, o fosse apenas e só como moeda de troca internacional e que os países da UE  regressassem às suas moedas de origem. Assumindo os riscos e nuances  daí inerentes, mas que poderiam trazer alguma clarificação, alguma paz social. Sinceramente, não sei se esse é ou será o caminho. Se essa é a forma correcta. Tudo o que hoje vivemos, todos, é fruto de um passado errático e de um mundo de ilusões criado e fomentado pelo "poder" económico. O rol de sofrimento e incertezas que vivemos, todos, advém de visões gananciosas e tendenciosas, apoiadas por uma fortíssima máquina promocional. Por uma sempre presente e acutilante incitação ao consumo, ao gasto exacerbado. Fosse ele particular ou público.

O caso Grego, embora se afirme o contrário, não difere infelizmente do Português, Irlandês ou outro. Toda a UE, em especial a zona de influência do Euro, está infecta de uma doença de cura difícil e de eventual convalescença prolongada... a soberba!

Não creio que assim seja. Mas ponderemos sobre a hipótese de o PM Grego ter razão. De que o POVO grego aceite permanecer no Euro e sofrer com mais medidas de austeridade, mas que podem trazer de novo para a ribalta mundial a sua economia ou sair dessa zona, agora desconfortável, e viver isolada e sem muitas perspectivas de sucesso.

Se a ideia do PM  grego tiver os resultados que se propôs alcançar, logo terá a apoia-lo uma legião de "inteligentes" e especialistas. Os mesmos que hoje, ferozmente, o condenam e atacam. É assim a natureza humana...

Até prova em contrário, e com a data de 4 de Dezembro como meta para a realização do plebiscito popular na Grécia, resta-nos renovar a esperança numa solução capaz de gerar sustentabilidade, promover crescimento económico, gerar empregabilidade e, muito importante, criar novamente uma almofada de conforto e estabilidade para milhares de famílias e empresas.

Porque só depois de satisfeitos estes pressupostos, poderemos encarar o futuro com um pouco mais de otimismo.

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