Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quarta-feira, 16 Novembro , 2011, 20:54

A comissão de averiguação da Troika que esteve nas duas últimas semanas em Portugal apresentou hoje as suas conclusões.


Entre os "elogios" atribuídos ao desempenho e às medidas que o Governo tomou, levaram a que fosse anunciado o libertar de mais uma tranche de 8 Mil Milhões de Euros a serem disponibilizados entre Dezembro e Janeiro.
Se podemos ver nesse anúncio uma boa notícia, pois que, segundo a Troika, está bem encaminhada a recuperação da economia portuguesa, não deixam no entanto de ser preocupantes os avisos e os "conselhos" e "recados" dados.

A ideia transmitida de que seria aconselhável que também o setor privado promova a redução de salários aos seus colaboradores, do mesmo modo ocorrido na função pública, é deveras preocupante. Vejo que, e como sempre, o que nos é dado por um lado, com uma mão, é-nos retirado, usurpado de todas as formas e meios.
É dito pela Troika, que é possível um aumento do financiamento e o alargamento do prazo para pagamento por parte do Estado, mas as contrapartidas são absolutamente absurdas, para não dizer abjectas.

Todos sabemos que o que foi negociado com FMI, BCE e UE, era inexequível. Que os juros a pagar eram incomportáveis. Que Portugal  muito difícil e tardiamente conseguiria reverter a atual situação. E nem os inúmeros devaneios Ministeriais conseguiram suprir. A venda de ilusões continua!

É duro, muito duro, ouvir que se possa dar ao setor empregador, às Entidades Patronais, o livre arbítrio. O poder de decidir unilateralmente como, quando e quanto será a redução salarial. E mesmo que esta ande dentro do valor de 5%, que foi feito na função pública, este é um valor que, a somar aos já muito tributado cidadão, poderá ( se as minhas contas estão certas) rondar os 50% efetivos. Basta somar tudo. Aumentos de electricidade, gás, água, transportes... redução nos abatimentos do IRS, nas comparticipações em medicamentos e taxas moderadoras. E vêm agora os nosso credores, incentivar mais uma espoliação ao cidadão contribuinte sem que, da parte do Governo, haja um único comentário em sentido contrário.

É triste, muito triste!

Ao longo da vida, que já leva uns anos, habituei.me a passar por muitos momentos bons e outros menos bons e alguns mesmo para esquecer de todo. Sou mais um dos muitos milhões que passaram e passam pelo mesmo.

Ao longo da vida, tenho visto sempre os menos afortunados, os mais necessitados, os que apenas vivem ( sobrevivem) com o fruto da sua labuta diária, sem que possam, no seu dia-a-dia, ter devaneios e extravagâncias. Mesmo no tempo em que a ilusória abundância o permitia.

Ao longo da vida, tenho assistido à constante degradação das condições de vida de muita gente.Quer à minha volta, amigos ou conhecidos, ou por todo o País entre gente anónima.
As notícias que nos chegam, que entram casa a dentro, raramente são notícias que transmitam esperança, Pelo contrário, são cada vez mais assustadoras, aterradoras.

Portugal, por força das dificuldades que atravessa, deveria ter nos seus Governantes os primeiros defensores de uma população em sofrimento... não toda, sei bem, mas numa larguíssima maioria. Mas não tem. Em minha opinião, os Governantes apenas se preocupam em ser bons alunos na Escola Europeia. O pior, é que que para além de bom aluno, Portugal é também bom vassalo!


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