Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 20 Novembro , 2011, 17:46

A última semana trouxe uma nova visão da atividade do Governo, sobretudo para os que estão menos atentos às manobras da política.


Torna-se cada vez mais evidente, já o era a tempo da candidatura de Passos Coelho à liderança do PSD, que Miguel Relvas assume-se cada vez mais como o "manager" do Governo. O Ministro que detém poder e influência em todos Ministérios e sobre todas as pastas. O mais que braço direito de Passos Coelho, pois que representa já mais do que isso.

A Miguel Relvas, ficou destinada a tarefa do "odioso" . Das tomadas de posição públicas menos agradáveis e de maior controvérsia. Chamou a si, o estatuto de super Ministro, mesmo sem que este lhe tenha sido oficialmente outorgado.

Com a cumplicidade silenciosa dos seu colegas de Governo, em especial do Primeiro Ministro, Miguel Relvas  age como se da gestão de uma coutada se tratasse. Até lhe podemos atribuir uma certa dose de conhecimento geral em todo as as matérias. mas, já diz o Povo: «quem muitos burros toca!».

O recente caso da RTP e da comissão de que promoveu os estudos e forneceu indicações para a sua reestruturação, é disso mostra. A escolha criteriosa por parte do Ministro Relvas, de pessoas que, não obstantes as suas capacidades e qualidades nas áreas profissionais em que se movem, deixam muito a desejar no que toca à comunicação social e à Rádio e Televisão em particular, apenas visaram que o resultado do relatório não fosse mais do que um descarregar de consciência... Afinal, a decisão sobre o que fazer, já está há muito tomada por Miguel Relvas. E conta, obviamente, com o beneplácito de quem menos se quer envolver nas questões mais melindrosas...Pedro Passos Coelho!

Consagrou-se a ideia de que o serviço público de televisão não pode continuar tal como está. Despesista, desproporcionado, mal organizado, tendencioso, controlado, entre outras adjetivações. Talvez seja, em parte
(uma boa parte) verdade. Urge disciplinar contas e orçamentos. Não apenas neste setor, mas em todos os setores de atividade. Não posso e não consigo entender,é o que significado no relatório um canal público sem publicidade. Se até aqui já nos custava muito, custará ainda mais. Eliminar os canais  regionais, - Madeira e Açores - seria o mesmo que votar estas regiões ao isolamento. Não me parece que os habitantes das ilhas tenham todos, como não têm os continentais, acesso a TV por cabo. Reduzir o tempo de emissão dos telejornais, até me parece uma ideia útil. Já não o é o que se refere ao tempo de emissão dos jornais radiofónicos. Espaços que, por norma, não ultrapassam os 15 minutos e apenas se as notícias assim o ditam.

Mas outra áreas há, em que o Ministro Relvas assume uma notória posição de destaque. Em todos os dossiers que se referem a privatizações, a "marca" Miguel Relvas surge sempre em relevo...

Temos um Governo. Temos um Primeiro Ministro. Temos um grupo de Ministros. E... será sorte? Temos Miguel Relvas!

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