Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 22 Novembro , 2011, 23:28

Não gosto muito de ser repetitivo, do género políticos desorientados, e dizer todos os dias o mesmo. No entanto, a contínua movimentação noticiosa que assistimos diariamente, leva-me para essas paragens.


Ver e ouvir figuras  de peso na vida portuguesa criticarem hoje o que há não muito tempo  defendiam, gera nas mentes mais distraídas alguma confusão. É claro que as estratégias politico/partidárias assim exigem. Que as derrotas sofridas enquanto peças de uma engrenagem gasta e sem a consequente e necessária lubrificação, levam a que se tomem posições públicas que dão jeito...porque salvaguardam o futuro imediato.
Foi o que vi hoje nas declarações de Drª Ferreira Leite.

Enquanto Ministra das finanças e líder do PSD, defendeu o que hoje critica. Aumentou a carga final que hoje contesta. E tudo isso em nome de quê ou de quem? Da facção do PSD que detesta o líder que elegeu? Dos "barões" de um partido feudal? Transportando e reproduzindo palavras que o PR não pode ou não quer dizer publicamente?  Não me parece congruente e consequente.

O mesmo se passa no PS. Um partido que tem no seu líder aquilo que na vulgaridade se chama "carne para canhão"! Um líder que quando pode não teve coragem para agir, contrapor e intervir, mas que mantém em lugares chave elementos ligados à anterior liderança "Socrática". Um líder que acusa, em alguns casos corretamente, o Governo de incompetente e mal preparado, mas que esquece de olhar para dentro. Para a sua própria impreparação. 
E fica ainda mais difícil entender certas tomadas de posição de uma oposição desconexa e sem objetivo maior. Que apenas pretendem criar alarido e promover a desconfiança e o descontentamento. Porquê? Simples! Porque isso faz bem às sondagens! Satisfaz-lhes o ego...

É claro que estamos mal. É claro que as medidas são penosas, gravosas e de difícil assentimento...  Mas não seria, mesmo assim hora de darmos uma imagem de união? De juntar esforços? De promover consensos?

Não estou , como muitos, de  acordo com muitas das medidas apresentadas. Não acho que os sacrifícios estejam repartidos de forma igual na sociedade, nem que seja paralisando a economia com uma sobrecarga de impostos e com uma austeridade cega, que a penas tem como missão e função o cumprimento de metas irrealistas e inexiquíveis para agrado dos mercados e dos "senhores" do poder Europeu.. Mas também não vejo que constantes "arruadas e "arruaças" sirvam para levantar o País. Estarei também a ser incongruente? Talvez ... mas tendo por base a realidade que vivo e assisto diariamente e que, infelizmente, os nosso políticos e Governantes teimam em não querer ver.

Estamos a menos de 48 horas de uma greve geral que, de acordo com os seus proponentes, visa a contestação ao Orçamento de Estado para 2012 ainda em discussão na especialidade. Servirá essa manifestação, legítima, pois que consagrada Constitucionalmente, para mudar alguma coisa? Não! Servirá essa manifestação, legítima, porque é um direito, para obrigar a uma maior e melhor repartição dos sacrifícios pedidos? Não!  Um dia, 24 horas, servirão de mote para que o Governo e oposição se deixem de birras e façam aquilo para que foram mandatados: trabalhar em prol das populações e não em benefício próprio? Não creio. Apenas contribuirão para um ainda maior agravamento de dificuldades do País e das populações. 

Ficam por isso varias perguntas:

Até onde nos querem levar? Até onde e quando poderemos aguentar? Até quando o "povo dos brandos costumes" vai ficar parado e caldo? Até quando se conseguirá esconder a fome, as dívidas, as penhoras, as doenças psíquicas e tantas outras maleitas e dilemas?

Que seja dada a voz a quem tem ideias válidas e que estas sejam efetivamente analisadas e aproveitadas. Que deixem as nossa televisões e rádios de chamar sempre os mesmos comentadores. De no impingirem sempre as mesmas ideias e opiniões.
Utilizem-se as redes sociais, tão em moda, para mais do que simples partilhas musicais ou frases de circunstância.
sejamos todos cidadão de corpo inteiro e não apenas de corpo presente!                                                 

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