Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Segunda-feira, 19 Dezembro , 2011, 23:51

 

Poderia, com toda a naturalidade e sentido de época, escrever sobre o Natal. Os sentimentos e espírito que a quadra  envolve, e por aí fora... mas não consigo!

Não consigo, porque choca-me tudo quanto se tem passado neste país nos últimos anos.
Não consigo, porque o caminhos seguido pelos governantes que  passaram por aqui na última década foram um desastre.
Não consigo, porque  o ano de 2011 foi uma catastrófica perda de tempo.
Não consigo, porque sempre me foi dito que devemos aprender com os erros e, sinceramente, não vi que isso tivesse sido apreendido pela nossa atual classe política (Governo).
Não consigo, porque depois de um (des) governo encabeçado por um Primeiro Ministro teimoso, vaidoso, autoritário...que deixou cair Portugal num abismo quase sem fundo, surgiu um outro que demonstra a saciedade toda a impreparação, insensibilidade e vulnerabilidade. Um Governo encabeçado agora por um político feito à pressa. Que disse várias vezes não aumentar impostos e, logo na primeira intervenção, decretou o corte dos subsídios de Natal e Férias. Que repetiu à exaustão reduzir A carga contributiva das empresas (vulgo TSU) e renunciou à promessa tantas vezes repetida, logo que a pressão dos "lobies" o exigiu.É certo que tal medida tornar-se-ia perversa, pois que da TSU depende diretamente o financiamento da Segurança Social.  Por um político que foi mais longe do que aquilo que nos era imposto por um acordo mal feito e que sempre disse não ser obra sua, mas que, em nome de um  pretenso patriotismo, prontamente subscreveu e aprimorou-se na implementação das medidas agravando-as sem olhar para o lado.
Quis e quer ser o melhor aluno de uma turma de indisciplinados. Quis e quer ser o mais bajulador de todos, pois sabe que só assim escapará à exclusão e à reprovação. Quis e quer tudo o que cegamente nos impõe, pois que dentro do seu próprio partido não controla os que o querem "derreter"...lenta e cuidadosamente.
Não consigo, porque é incompreensível que um Governo que se diz preocupado com o problema, grave, do desemprego, nada faça para o contrariar e ainda por cima, como se de um alívio se trate, convida aqueles que prejudica, ao êxodo! À fuga para o desconhecido... Um político que, eleito por alguns e mandatado para promover a mudança positiva que a todos interessa, não pode de forma alguma Abrir a porta  e dizer: saiam se fazem favor!
É tempo de dizer Basta! É tempo de, mesmo os que como eu apoiam um dos partidos da coligação governamental, (que sempre entendi não dever existir - antes e só um apoio parlamentar) desenterrarmos a cabeça da areia (onde manifestamente e desde sempre não me incluo) e pormos um ponto final na degradação das nossa vidas.
Não consigo, porque não posso pactuar com políticas que promovem a estagnação económica. Impedem a normal e necessária proliferação de empresas. A normal e necessária evolução dos mercados e a consequente e tão premente criação de empregos. Não consigo, porque os inúmeros, e direi mesmo, inconcebíveis sacrifícios pedidos à população, visam apenas e só o mostrar-se aos olhos dos outros, esquecendo o sentimento perverso que provoca. A desumanidade acrescida. A insensibilidade atroz! Bem sei que são inúmeras as dificuldades. Bem sei que, eu próprio, clamei neste espaço e já por muitas vezes, que se falasse verdade. Que, apesar das consequências, fosse dada toda a informação possível aos que mais diretamente sofrem com tão grave crise. Mas nunca disse, nunca partilhei o seguidismo e a cegueira. E muito menos que fossem transformados em LEI !

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