Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 20 Dezembro , 2011, 23:02

« ... os inúmeros, e direi mesmo, inconcebíveis sacrifícios pedidos à população, visam apenas e só o mostrar-se aos olhos dos outros, esquecendo o sentimento perverso que provoca. A desumanidade acrescida... a insensibilidade atroz! Bem sei que são inúmeras as dificuldades. Bem sei que, eu próprio, clamei neste espaço e já por muitas vezes, que se falasse verdade. Que, apesar das consequências, fosse dada toda a informação possível aos que mais diretamente sofrem com tão grave crise. Mas nunca disse, nunca partilhei o seguidismo e a cegueira. E muito menos que fossem transformados em LEI ! »


Inicio esta segunda parte das "Dissertações" como terminei a primeira. Faço-o porque quero deixar bem clara a minha posição.
Se posso compreender as dificuldades que o atual Governo enfrenta (bem como os seu congéneres europeus) para levar a acabo a difícil tarefa de recuperar a economia portuguesa e honrar compromissos assumidos internacionalmente, o mesmo não posso dizer sobre a forma como nos são impostas tão terríveis agruras.
Olhados que somos pelos que detêm a prerrogativa de gerir os nossos destinos como meros números...meros contribuintes, sobressai a  falta de um espírito combativo, não anárquico, que pudesse de alguma forma trazer a razão e a luz aos governantes. Que os fizesse perceber o óbvio... Que não existe progresso económico com restrições e entraves à atividade produtiva! Que não existe crescimento quando a retracção se torna obsessão. Que não existe confiança quando tudo nos é prometido e nada nos é dado. Que não existe forma de comprar ou vender se não existir dinheiro disponível. Que não existe  forma de proteger  e promover o emprego, se às empresas é aumentada cada vez mais a carga fiscal  que é já insustentável e intolerável. Que não existe forma de gerar confiança no sector produtivo, quando aqueles que deveriam ser o pilar da sustentação financeira fecham todas as portas do acesso ao crédito, pese embora, todas as ajudas e protecções de que dispõem.                
Mas a doença de que enferma a nossa economia vem já de muito longe...é crónica!
E tudo se complica e agudiza, quando assistimos a um "prestar vassalagem" despudorado e nada contido. Quando se permite (falo dos vários Países da UE) que os destinos do espaço Europeu, seja orientado, ditado, apenas e só por dois Governos num universo de 27. Quando a subserviência sobrepõe-se às vontades e liberdades individuais e colectivas. Quando, utópico ou não, vemos desvanecer-se o sonho de uma Europa unida, forte e próspera. Quando, cimeira após cimeira, nada se decide. Quando cimeira após cimeira, os líderes europeus nada resolvem , embora tudo ou quase se discuta. Quando, como já referi, as lideranças baixem a cabeça à passagem dos "poderosos" e nada contestem...
Que diabo! Será que todos os países da Europa, excluindo Alemanha e França (que sabemos já não estão assim tão tranquilos), estão arruinados e dependentes? Será que todos os países da Europa entregaram numa salva de prata a sua soberania (como os chamados periféricos...Portugal incluído) às mãos da Senhora Merkel e do Senhor Sarcosy? Será que os Governos de Alemanha ou França conhecem mais da realidade de cada País do que os próprios Governos? Será que nada mais nos resta do que aceitar cabisbaixos todas as Imposições? Não creio...não quero acreditar nisso!
O ano que está prestes a iniciar, afigura-se de uma dureza extrema para todos. Poucos serão os que conseguirão, em maior ou menos grau, fugir a esse drama. Ante-vejo uma enormíssima série de conflitos e uma convulsão social elevadíssima. Não me espantaria que dentro em breve ouçamos falar de um número assustador de suicídios, roubos de géneros alimentícios, despedimentos em massa, de falências em série e muitas outras "desgraças"...
Ouço, ouvimos todos, todos os dias,"doutos comentadores" dizer o que pensam. Ouvimos os que apoiam o Governo, os que são contra e, pasme-se, até os que saltitam de um lado para o outro conforme a sua conveniência. Corrijam-me: alguém ouve da parte destes "sábios" propostas concretas e válidas para a resolução dos problemas? Claro que não! Se tal sucedesse...lá se iam os empregos. E acrescento: deixem  de chamar sempre os mesmos e dêem a outros, não menos capazes, a oportunidade de FALAR!
Termino com um apelo. Feito a todos os que tenham ainda uma réstia de esperança.
Combatamos, sem violência, as atrocidades que nos impõem. Saibamos, sem hipotecar o futuro, dizer Não! Sejamos mensageiros da boa nova e não profetas da desgraça.
Saibamos todos, num só pensamento, construir a esperança...precisamos todos dela!

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