Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Terça-feira, 27 Dezembro , 2011, 21:49

Estamos na última semana do ano...a última! Quis o calendário que o mesmo terminasse a um Sábado e o seguinte tenha o seu início num Domingo. Isso é bom!

Mas se o ano que ora termina foi difícil, tortuoso, complicado e por maioria de razão não deixa saudades, já o seu sucessor, ainda antes de chegar carrega o rótulo de PÉSSIMO.
E, por muito que isso nos custe- sê-lo- a ! Advinham-se muitas e grandes contestações e convulsões...seja na Europa seja no Mundo. Porque a ganância, a cegueira do lucro fácil, o desbaratar de oportunidades que ao longo das duas últimas décadas proliferou  a isso nos conduziu. O gigantesco polvo expandiu os seus tentáculos e obstruiu toda e qualquer forma de prevenção ou ponderação. Durante anos, apenas o desregulado, incontrolado e nada  real crescimento económico ditou lei. E especulação no imobiliário, a pouca ou nenhuma regulação do sector económico/financeiro dos vários países agora em dificuldades. Quer porque isso não interessava aos poderes instalados, aos lobies especulativos, quer ( o que é manifestamente triste ) por pura incompetência.
No caso português, porque é esse o que primeiro importa analisar, essa "incompetência" foi premiada! Aquele que deveria ter sido o primeiro e mais forte pilar da regulação do sector financeiro, acabou por revelar-se o elo mais fraco. Falhou mas recebeu como prémio a sua deslocalização para a vice-presidência do BCE. Não contesto a sua competência e mérito enquanto profissional.Condeno a ineficácia da sua atuação na fiscalização e prevenção dos graves problemas surgidos. E não podemos, nem devemos assacar culpas à crise internacional. Ela existiu e persistiu até hoje, mas não foi a única responsável. Grassou em Portugal a irascível insensibilidade  e cultura do "país das maravilhas". Levado ao extremo pelos Governos liderados pelo então Primeiro Ministro José Sócrates. Que pintou de cores alegres uma situação absolutamente negra! Resultado? A inevitabilidade do pedido, tardio, de ajuda financeira externa.
Mas tudo ficou ainda mais difícil, se acaso é possível entender assim, pela falta de entendimento no quadro político português e pela desmedida, e obscena até, ânsia pelo poder. Que ofuscou e cegou algumas mentes. Poder-se- a dizer que era legitima essa aspiração. É verdade! Mas deveria ter imperado uma nova fórmula governativa. Um intervenção mais enérgica e incisiva do PR enquanto mais alto magistrado da nação. Existia um governo oriundo da vitória eleitoral de um partido ( PS ), e o que muitos sectores da sociedade pediam era apenas e só o afastamento de José Sócrates. O PR entendeu privilegiar a via eleitoral, contribuindo assim para um ainda maior atraso no avançar da nossa evolução. Com um acordo negociado mal e à pressa, Portugal viu-se obrigado a cumprir metas orçamentais de dureza extrema, para além de uma cada vez mais notória incapacidade de cumprimento na questão da devolução do dinheiro recebido, (78 mil milhões de euros) que também se sabe já serem, como eram no início, insuficientes. E a carga financeira (JUROS) ...é absolutamente desproporcionada ...direi mesmo ultrajante!
Mas como diz o adágio popular...«uma desgraça nunca vem só» eis que o Governo saído das eleições, logo na primeira intervenção, anuncia mais austeridade... continua depois no mesmo registo...mais cortes, mais dificuldades.. Também incongruências, inconstâncias, indecisões e contradições quezílias desnecessárias...e de per meio, alguma inércia. Mas também áreas de eficácia, empenho, dedicação.
O Mundo continuou a sofrer do abalo criado pela crise financeira de 2008. Na Europa, muito pela inércia e pela vaidade dos vários líderes dos países da União. A aposta clara, que hoje reconhecem ter sido errada, das Agências de Rating na destruição e eliminação física do Euro enquanto moeda única. Incapazes ou sem vontade, os políticos europeus reuniram-se inúmeras vezes, sem que desta catadupa de reuniões surgisse uma definição, uma orientação clara e inequívoca. Em gesto desesperado, em assomo de última oportunidade, crio-use mais uma "abertura". Ironia das ironias...para decidir só em Março do próximo ano!
Entraremos pois num ano que se prevê « HORRÍBILIS ».
Sabemos todos que apenas com a eliminação das vaidades, dos super-ego , e com muito trabalhos, esforço e empenho, poderemos contornar e ultrapassar as dificuldades que nos esperam. Mas de nada valerá esse nosso esforço se, a cada passo dado para a frente, nos fizerem recuar dois passos para trás.
Ante-vejo , como já disse, muita convulsão social e quiçá violenta. Que as dificuldades que trespassarão empresas e famílias, possa originar situações de desespero extremo.
Mas certamente haverá algo de bom no ano que se aproxima. cabe a cada um de nós ser o quê e quando sucederá.
Desejo a todos quantos acedem a estes mal alinhados comentários, aos quais tentarei dar ainda mais ênfase   que o ano de 2012 decorra dentro das sua melhores perspectivas.

O FUTURO É JÁ ALI!

Um Bom Ano de 2012 !

João Ricardo Lopes




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