Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Domingo, 01 Janeiro , 2012, 19:12

O Início deste novo ano não foge à regra dos anos anteriores. Aumentos...aumentos...e mais aumentos.

Desta feita a novidade, já velha, é que Portugal está em processo adiantado de falência e por isso obrigado a cumprir fielmente todas as restrições impostas pela Troika. Com o aumento do IVA nos bens essenciais,  vamos todos sentir um "colossal" aperto na gerência do dia a dia financeiro. Alimentação, transportes, saúde, rendas...tudo ficará mais caro e mais difícil. Serão os já tão debilitados economicamente os que mais depressa o sentirão. Também a cada vez mais depauperada classe média (já quase inexistente) verá os seus rendimentos e "prazeres"cortados. E mesmo os mais "poderosos" financeiramente, verão aumentadas as suas dificuldades.
Mas, não sendo adepto a 100% de algumas medidas restritivas que julgo poderiam ter tido outros contornos, tendo a concordar na generalidade com o que nos é proposto. E se é certo que apenas com muito esforço de todos, sem excepção, poderemos ultrapassar tais dificuldades, gostaria de ver realmente cumpridas e seguidas com rigor as alterações que ora nos impõem. Poupar é palavra de ordem. Ironizou-se na questão da supressão da gravata nos serviços internos do Ministério da Agricultura. Estudos efectuados, demonstram que afinal foi uma medida positiva. Os 70 milhões de euros que se prevê poupar na nova orientação do rendimento mínimo, vai possibilitar o aumento das pensões mais baixas. Sete euros, em média, será pouco, mas fazendo toda a diferença em muitos agregados familiares. E se café, vinho, tabaco, alguns refrigerantes, serão a partir de hoje mais caros, (e podem até conduzir a que alguns "vícios" diários sejam suprimidos), passam mais ou menos incólumes, (para já) o pão, o leite, a carne. O costumeiro almoço de fim de semana nos restaurantes, ficará também comprometido. direi mesmo que o regresso em força da «marmita» será "IN" nos tempos mais próximos. Museus, futebol, livros, cinemas... Sobem a electricidade, o gás, com mais 4% a somar ao já efectivo aumento registado em Outubro com a subida do IVA. E não devemos esquecer nem dar de barato, a crescente falta de liquidez da banca nacional. Alarmismo? Não creio. Estarão os nossos depósitos comprometidos? Começo a não duvidar...
Muitos de vós dirão: tanto catastrofismo não ajuda! Nãos se trata disso. Até porque, como já o disse em outros textos, acredito que Portugal tem condições de superar esta crise. Mas temos de ser realistas e encarar com frieza e mente aberta o que nos espera. Deixemos de funcionar como a avestruz, que enterra a cabeça na areia a qualquer susto. Aprendamos antes a ser como a águia, altiva e vigilante. Ou até como a formiga, trabalhadora incansável na busca do amealhar do sustento para os tempos difíceis. Teremos pela frente um ano invernoso, sombrio... Ponhamos de parte a nossa veia de "cigarra"! Já cantamos muito e disso não retiramos proveitos visíveis ou palpáveis.
Há quem diga, os Chineses em grande escala e outros reputados e reconhecidos economistas que crise é, ou pode ser sinónimo de oportunidade. Pois...mas falta saber se a tão propalada distribuição equitativa de meios e proventos, permite a generalização dessa ideia.
Atolados que estamos numa recessão sem fim à vista e numa escalada inflacionista cada vez maior, resta-nos apenas tentar fazer com menos o que antes fazíamos com pouco... VIVER!


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