Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Sábado, 07 Abril , 2012, 15:58

Passados que estão dois meses sobre a publicação da última dissertação (pelo que peço desculpas aos meus seguidores), muita coisa sucedeu neste Portugal das mil e uma peripécias.

Sem cronologia, pois disso estamos nós fartos, lembro-me das declarações Presidenciais sobre o seu parco e insuficiente rendimento; da publicação controversa de um prefácio literário...entre outras.

Lembro-me das constantes decisões e indecisões do Governo e seus ministros onde, por maioria de razão, pontificam as declarações do PM - Passos Coelho. As constantes, e por vezes inacreditáveis, divulgações de medidas de contenção. Necessárias, em muitos casos. Mas desprovidas, e muito, de sensibilidade ou de justiça. Qual imagem do "Robin dos Bosques" ao contrário...tirando (POUCO) a alguns ricos e transformando em NADA a vida dos pobres.
Lembro-me,(como esquecer) dos semanais aumentos do preço dos combustíveis; da subida encapotada do preço da electricidade, dos transportes, da alimentação...
Lembro-me, por com ela conviver na intimidade, da tristeza que invade o coração dos portugueses, quase não dando lugar à esperança.
Lembro-me de um Banco no qual foram gastos 8 mil milhões, que foi vendido por 40 milhões....Grande negócio!
Lembro-me que, mesmo na antiga ortografia, escrevíamos ELECTRICIDADE e não ELETLICIDLADE!
Lembro-me que, que com 20 euros de combustível ( no meu carro) percorria 200km. Hoje...não chega a 100!
Lembro-me que, existiam dois salários extra...hoje, já quase nem o corrente!

O que se passou no tempo que passou?!  Tão pouco tempo...Tão curtos dois meses...

Lembro-me da hipocrisia de um candidato presidencial, que dá graças por não ter sido eleito.
Lembro-me de um PM que disse em campanha «não mexer no rendimentos do trabalho» e foi o que fez.

Enfim...de tanto me lembro!

Lembro-me de um dia, a chamávamos terça-feira de Carnaval, ao qual foi retirada a pausa...o descanso.
Lembro-me de feriados que, merecido ou não, serviam de ponto intermédio nas agruras da vida, e que agora vão desaparecer, mercê da errónea ideia de aumento de produtividade.

Mas há mais coisas de que me lembro, ou que deveria lembrar, mas que a angústia do espírito faz com que não as transcreva. 

Por fim, deixo esta última lembrança em forma de apelo:
Lembrem-se de que podemos ficar sem nada do que seja material, palpável... mas a nossa DIGNIDADE, essa, ninguém nos pode tirar!

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