Visão global e pessoal, sobre temas da actualidade Nacional.
publicado por João Ricardo Lopes | Quarta-feira, 02 Maio , 2012, 00:04

Foi hoje comemorado o dia do trabalhador. Mas comemorado por quem? Porquê?

Se em todos os anos assistimos a manifestação mais ou menos numerosas, que tinham o condão de alimentar alguns protestos, mas eram muitas vezes utilizadas para promover alguma confraternização. No tempo atual, servem de protesto duro, direto. Um combate de rua, porta a porta, mas sem armas iguais. Porque os que hoje protestam, com razão ou até sem ela, como sempre acontece,  não possuem...nunca possuem, as mesmas armas que os seus "opressores".  Poder-se-á  dizer que não. Que o protesto é uma "arma" poderosa. Caberá então perguntar: qual o entendimento, qual a noção exacta possuem os "manifestantes" da força de que dispõem...do poder que têm entre mãos?
Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que o Primeiro Ministro de um País quase falido diz, com o ar mais natural e angelical, que « temos de estar preparados para números de desemprego ao qual não estamos habituados».
No mesmo dia  do trabalhador, em que se anuncia que serão mais de 200 milhões os desempregados por todo o mundo.
Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que cadeias de supermercados chantagearam os seus colaboradores com a iminência do despedimento, para que estes fossem trabalhar.
Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que a chanceler alemã insiste na austeridade como meio de ultrapassar a crise que graça pela Europa e até pelo mundo...no mesmo dia em que o líder do Euro-grupo anuncia que vai deixar o cargo, farto que está das intromissões "Merkozyanas".
Comemorar o dia do trabalhador, quando muitos dos que saem para as ruas não o têm nem sentem perspectivas de  o ter a breve trecho.
Não podem os trabalhadores sentir alegria, quando todos os dias são espoliados dos seus mais elementares direitos.
Não podem os trabalhadores sentir tranquilidade, quando a maior riqueza que possuem, é o dia que já passou...porque tiveram emprego nesse dia. O amanhã...o nascer de um novo dia, é uma angustiante incógnita.
Não podem os trabalhadores viver...descansar...porque no imediato, não sabem se terão o dinheiro necessário para saldar contas, alimentar os filhos, para viver!
É pois necessário um esforço coletivo.
É pois necessário um sentimento uno e indivisível, de que é possível fazer melhor.
É pois necessário  e urgente, que aqueles que geram trabalho, tenham respeito por todos quantos produzem  e geram riqueza.
Numa palavra, é indispensável VIVER!

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